A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no trimestre móvel encerrado em junho, alcançando o menor patamar já registrado para esse período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa uma redução em relação ao trimestre encerrado em março, quando o índice era de 6,1%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a taxa também apresentou queda, passando de 5,8% para os atuais 5,4%.
Com o avanço do mercado de trabalho, o número de brasileiros em busca de emprego caiu para 5,9 milhões. Em relação ao trimestre anterior, houve redução de 10,9%, enquanto, na comparação anual, a queda foi de 6,3%, o equivalente a 718 mil pessoas que deixaram a condição de desocupação.
Ao mesmo tempo, a população ocupada alcançou 103 milhões de trabalhadores, crescimento de 1,1% em relação ao trimestre anterior e de 0,7% frente ao mesmo período de 2025.
Segundo o IBGE, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento do número de empregados do setor privado sem carteira assinada. O contingente de trabalhadores informais apresentou crescimento de 2,2% no período.
Entre os empregados com carteira assinada no setor privado, também houve expansão, ainda que mais moderada. O total avançou 0,6% entre abril e junho, reforçando a continuidade da geração de empregos formais.
O levantamento também mostrou melhora no nível de ocupação da população, que atingiu 58,8%. O indicador representa a proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade para trabalhar e registrou alta de 0,5 ponto percentual na comparação com o trimestre encerrado em março.
Os resultados refletem a continuidade da recuperação do mercado de trabalho brasileiro, marcada pela redução do desemprego e pelo crescimento do número de pessoas inseridas em atividades econômicas ao longo do segundo trimestre do ano.

